Pequim renovou os registros que permitem que centenas de empresas de carne suína e de aves dos EUA exportem para a China, disseram grupos do setor na segunda-feira (17), depois que o fim de habilitações anteriores ameaçaram as remessas para o maior importador de carne do mundo.
O site da alfândega chinesa mostrou que os registros foram renovados até 2030, mas os de centenas de instalações de carne bovina dos EUA continuam listados como “vencidos”.
As renovações para frango e carne suína são um alívio para os criadores e empresas de carne dos EUA, que agora – sob o governo do presidente Donald Trump – enfrentam disputas comerciais com grandes importadores, incluindo a própria China e o Canadá.
Pequim exige que exportadores de alimentos se registrem na alfândega para vender produtos na China.
Os despachos já efetivados continuaram a passar pela alfândega apesar dos registros vencidos, mas os exportadores dos EUA não tinham certeza por quanto tempo isso duraria.
O site de alfândega da China mostrou anteriormente que os registros de mais de 1.000 plantas de carne dos EUA concedidas pela China sob o acordo comercial “Fase 1” de 2020 expiraram no domingo. Isso correspondeu a cerca de dois terços de todos os registrados.
O acordo comercial encerrou a guerra comercial anterior entre EUA e China com uma promessa de Pequim de aumentar suas compras de bens e serviços dos EUA, incluindo carne, em US$ 200 bilhões ao longo de dois anos. A China não atingiu a meta, que foi acordada pouco antes da pandemia de Covid-19.
O Departamento de Agricultura dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Anteriormente, o órgão havia informado que a China não respondeu a reiteradas solicitações para renovar os registros.
“Estamos satisfeitos em ver a solução para as carnes suína e de frango e esperamos notícias semelhantes sobre carne bovina o mais rápido possível”, disse Joe Schuele, porta-voz da Federação dos Exportadores de Carnes dos EUA.
A não renovação das habilitações para exportadores de carne bovina ocorre em meio à tentativa de Pequim de controlar as importações do produto por enfrentar um mercado com excesso de oferta .
Pequim impôs tarifas retaliatórias sobre cerca de US$ 21 bilhões em produtos agrícolas americanos neste mês, incluindo impostos de 10% sobre carne suína, bovina e laticínios dos EUA.