Crescimento nas exportações, alta do dólar e redução nos custos turbinaram o resultado líquido.
A Pamplona Alimentos, focada na produção de carne suína, viu seu resultado líquido disparar em 2024, impulsionado pela combinação entre crescimento nas exportações, alta do dólar e redução nos custos. O lucro da empresa alcançou R$ 85,88 milhões no último ano — em 2023, havia sido de R$ 1,09 milhão.
Para Irani Pamplona Peters, diretora-presidente da Pamplona, a queda nos preços dos grãos usados na ração animal e os investimentos em inovação foram fundamentais para as margens.
“Tais fatores, reforçados pela ampliação do portfólio de produtos e melhorias tecnológicas, alavancaram os resultados da companhia nos mercados”, afirmou a executiva.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) teve forte avanço, ao sair de R$ 41,25 milhões em 2023 para R$ 186,62 milhões em 2024, favorecido pelas despesas menores.
“A queda nos preços das commodities e o aprimoramento das granjas integradas de suínos possibilitaram uma redução nos custos de produção de suínos próprios, fortalecendo a competitividade da companhia”, disse.
A capacidade de abate e industrialização teve um incremento de 200 suínos por dia, após investimentos de R$ 77 milhões na unidade de Presidente Getúlio (SC) e um aporte na planta de Rio do Sul (SC). A companhia não detalhou quanto investiu em Rio do Sul.
A geração de caixa operacional ficou em R$ 120 milhões, alta anual de cerca de 93%. A alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) baixou para 1,81 vez, comparada a 8,21 vezes em 2023.
Nas exportações, a empresa ampliou sua base de compradores na Ásia, e a América do Norte, que recentemente abriu seu mercado para a carne suína brasileira, passou a figurar entre os principais destinos de produtos da Pamplona. Com isso, a receita operacional proveniente das exportações subiu 25,8%, para R$ 1,17 bilhão.
Esse resultado compensou a queda de 4,4% nas receitas no mercado doméstico, que ficaram em R$ 1,24 bilhão.
Para 2025, a presidente acredita que a produção de grãos no Brasil deve subir, mas o cenário econômico incerto, a oferta de crédito retraída e as taxas de juros altas podem elevar os preços das commodities e, consequentemente, os custos de produção da empresa.
“Por isso, a Pamplona vai continuar melhorando a sua eficiência operacional, automatizando processos, diversificando mercados e aumentando o portfólio de produtos industrializados”, afirmou.