Exportações brasileiras cresceram 3% até outubro de 2023

Em encontro com a imprensa, secretário de Comércio e Relações Internacionais destaca exportações brasileiras, abertura de mercados, dentre outros assuntos pertinentes

O Brasil exportou US$ 140 bilhões, entre janeiro e outubro deste ano, um crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado, com um aumento de volume de 10%. O dado foi divulgado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, durante encontrou com jornalistas do setor na manhã desta terça-feira (28) no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O objetivo do encontro foi a apresentação do balanço da secretaria neste ano. Os temas apresentados foram a abertura de mercados, balança comercial, programa de recuperação e conversão de pastagens degradadas e também a relação internacional do Brasil com países parceiros.

Na oportunidade, Perosa expressou que o aumento se dá pelo baixo preço das commodities em comparação ao ano de 2022 e ao trabalho do Governo Federal e dos produtores rurais, para acesso ao alimento mundo afora, com destaque para o setor da soja, que teve um incremento de quase US$ 5 bilhões.

Em relação as aberturas de mercado, foram abertos 71 mercados até o momento, com destaque para os novos mercados abertos de farinha e óleo de peixe para a Colômbia e carnes enlatadas bovina e suína e de extratos de carne bovina e suína para o Japão.

“Muitos desses mercados foram abertos entre as Américas e a Ásia, o que mostra a retomada do diálogo regional do presidente Lula e também uma retomada da geopolítica sul-sul estabelecida pelo presidente Lula nesse novo momento”, destacou Perosa.

A retomada das relações comerciais, além de abrir novos mercados internacionais para a venda de produtos do Brasil, também permite a entrada de produtos de outros países em solo brasileiro. “A reciprocidade tem que ser mútua; estamos abrindo mercados para países amigos e que temos relações comerciais para potencializar essa abertura de mercados ao redor do mundo” afirmou o secretário.

Durante a coletiva, também foi anunciado que o órgão sanitário chines (GACC) virá ao Brasil no início de dezembro para visitar 18 plantas frigorificas, dentre elas, três para reconfirmação da habilitação já existente, quatro plantas de aves e 11 de bovinos. O secretário esclareceu que a vistoria não significa a habilitação para exportação, mas há expectativas para a habilitação e que o Mapa aguarda a chegada da comitiva chinesa para as tratativas.

O secretário Perosa ainda ressaltou o trabalho do Governo Federal no âmbito do G20, destacando que o Brasil será a sede da reunião da cúpula no próximo ano e que o Mapa juntamente com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e da Pesca e Aquicultura (MPA) estão organizando os encontros voltados para a temáticas da agricultura, pecuária e aquicultura. Serão realizadas reuniões a partir de janeiro de 2024 em São Paulo, Recife e Cuiabá, além de uma reunião técnica dos cientistas que será na Embrapa, em Brasília.

No encontro, também foram apresentadas as temáticas que o Mapa irá levar para COP28 que acontecerá na primeira semana de dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Com os temas voltados para a transição energética e sistemas agroalimentares, o secretário destacou que “o Brasil tem muito o que mostrar na questão da transição energética, seja a matriz energética que o país possui, e o agro contribui para isso, com biomassa, biocombustíveis, e temos condição de mostrar isso ao mundo”.

Também evidenciou o Plano ABC+, o maior Plano Safra do país, mais de 440 bilhões de reais direcionados para a agricultura, com destaque para a agricultura de baixo carbono e também o plano de conversão de áreas degradadas em áreas agriculturáveis, que prevê que o Brasil incorpore à sua atividade agrícola cerca de 40 milhões de hectares a um custo de US$3 mil por hectare, dando volume de recursos de 120 bilhões de dólares a serem investidos nos próximos 10 anos.

“Temos debatido esse tema amplamente, vários técnicos da Embrapa, do Banco do Brasil, e isso certamente será o grande mote que vamos apresentar na COP28, inclusive com previsão de fala do presidente Lula sobre esse tema. Temos um decreto presidencial que está para sair, tratando do programa. O decreto foi elaborado pelo Mapa, já está na Casa Civil para publicação, aguardando algum ajuste final para ser publicado o mais breve possível”, afirmou o secretário Perosa sobre o tema a ser debatidos na conferência e o programa de pastagens degradadas.

Ainda nesta terça-feira, o secretário juntamente com uma comitiva da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais embarcam para viagem oficial ao México para tratativas com o governo local para a volta das exportações de suínos e para a desoneração dos impostos de produtos de origem animal.

Também participaram da conversa com a imprensa o diretor do Departamento de Negociações não-tarifárias e de Sustentabilidade, Marco Alencar, a diretora do Departamento de Negociações e Análises Comerciais, Ana Lúcia Gomes, o diretor de Promoção Comercial e Investimentos, Marcel Moreira, a coordenadora de Gestão dos Adidos Agrícolas, Carolina de Sá e a chefe da Assessoria Especial de Comunicação, Carla Madeira.

Notícias Relacionadas

Informativo diário | cadastre-se agora e receba diariamente a principais notícias do mercado gratuitamente

Canal Mundo Agro

NOSSOS PARCEIROS

Notícias Relacionadas

Últimas Notícias

Revista SuiSite

Últimas Notícias

Busca por palavra chave ou data

Selecione a Data

Busca por palavra chave ou data

Selecione a Data

CONFIRA OS DESTAQUES DA NOSSA ULTIMA EDIÇÃO

sui1

Mulheres dirigem 1,7 milhão de propriedades rurais no Brasil e continuam quase invisíveis

Publicação Mulheres na Pecuária traz histórias femininas na gestão de fazendas pelo Brasil. Página 08.
sui2

De olho no mercado externo: com investimento de mais R$ 40 milhões, Topigs Norsvin inaugura Inovare Núcleo Genético, em Lages (SC)

Granja núcleo terá capacidade para alojar mais de mil bisavós; foco é mostrar ao mundo que o Brasil pode ser referência na produção e exportação de genética suína. Página 12.
sui3

Valor da Produção Agropecuária deve atingir R$ 1,159 trilhão este ano

Recordes de produção de lavouras respondem por esse resultado. Página 18.
sui4

Exportação cai, mas mercado doméstico se mantém estável

Estabilidade indica uma cautela nos elos finais da cadeia que não estariam ‘arriscando’ adquirir mais do que o que efetivamente será vendido. Página 20.
sui5

KemzymeTM Protease. Uma solução inovadora para melhoria da rentabilidade na produção de suínos

Com o aumento global dos custos para produção de proteína, é imprescindível que a digestibilidade desta seja melhorada.. Página 32.
imagem06

IPVS2022 tratará a suinocultura mundial de maneira holística

Os debates trarão informações e atualização de todos os elos da cadeia produtiva. Página 50.

imagem07

Está Chegando! Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura 2022

Além das oportunidades de negócios, o SIAVS será palco do maior congresso técnico do setor, com intensa programação e mais de 100 palestrantes do Brasil e de outros países. Página 54.

imagem08

O suinocultor está pagando para trabalhar

A suinocultura enfrenta a sua pior crise. Os altos custos de produção vêm na contramão dos baixos preços pagos pelo quilo do suíno vivo. Página 56.

Fale agora no WhatsApp