As principais bolsas de suínos que comercializam animais na modalidade independente tiveram novas baixas nos preços do quilo do animal vivo ontem, quinta-feira (13). Ainda que não haja ampla oferta de animais e que estes estejam com pesos mais baixos, são os frigoríficos que têm a força nesta ‘queda de braço’ atual.
Em São Paulo, o preço cedeu, passando de R$ 9,07/kg vivo para R$ 8,80/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos. Ao todo, durante a Bolsa, foram negociados 20.400 animais. As informações são da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS).
“O mercado está conturbado, os preços do abatido estão em baixa, provocando quedas também nos valores do suíno vivo. Há uma movimentação do Sul do país colocando animais abatidos em São Paulo com preços muito competitivos, e isso faz com que o atacado e o varejo forcem os frigoríficos a diminuírem seus preços”, disse o presidente da APCS, Valdomiro Ferreira.
No mercado mineiro, o preço caiu, saindo de R$ 8,70/kg vivo para R$ 8,40/kg vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).
“Depois do recuo dos preços a partir do Carnaval o mercado entrou em trajetória baixista e ainda não saiu dela. Será preciso que ‘fatos’ alterem essa dinâmica para a recuperação das cotações do suíno vivo”, disse o consultor de mercado da Associação, Alvimar Jalles.
Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal retrocedeu, passando de R$ 8,44/kg vivo para R$ 8,34/kg vivo.
“O mercado está numa ‘queda de braço’, porque não tem uma oferta maior de suínos para que seja um dos fundamentos que justifique a baixa nos preços. Os pesos dos animais estão leves, inclusive tem produtores que não quiseram passar preços para a Bolsa, já que não querem vender os animais leves com peso baixo. Acredito que estas questões que têm acontecido com a China e Estados Unidos, e o apito está na mão dos frigoríficos neste momento. Acredito que o mercado deva se sustentar e abril deve ser uma nova realidade, com novos preços “, destacou o presidente da entidade, Losivanio de Lorenzi.